Pneus, câmaras, remendos e pressão

por Cleber Ricci Anderson - guia "Bike na Rua"


Pneu no chão



1)  Se o pneu furou pela primeira vez, devemos trocar a câmara pela reserva. Para isso, tire a roda do pneu furado, esvazie todo o ar e retire o pneu com o auxílio das espátulas. A habilidade vem com a prática, não se desespere! Cuidado para que a câmara não seja "mordida" pelas espátulas no ato da retirada. Com as duas mãos, segure a parte superior do pneu (banda de rodagem) e empurre para cima. Com a sua mão mais forte pegue uma espátula e encaixe no vão formado entre o fundo do aro e a cinta do pneu. Nasceu aí uma alavanca com ponto de apoio na borda do aro. Faça força para baixo, fazendo com que a cinta do pneu saia por fora e por cima do aro, ultrapassando sua borda. A espátula tem um encaixe para ser presa aos raios e manter o pneu fora do aro. Encaixe no raio e descanse um pouco, você está indo bem.




2)  Pegue outra espátula (normalmente são três) e coloque em um dos vãos que estão sendo formados entre a cinta do pneu e o fundo do aro e force para o lado e para cima até que se consiga o mesmo efeito da primeira espátula.

     Com a 3ª espátula, repita a operação várias vezes, até completar a volta no aro.



3)  Uma lateral inteira já está fora do aro com a câmara exposta e pronta para ser puxada para fora (fig.3). Guarde a câmara furada, pois daqui a pouco iremos repará-la. Antes de montar a câmara reserva, passe as pontas dos dedos por dentro do pneu para descobrir o provável motivo do furo. Às vezes encontramos alguma pedrinha, pedaço de vidro ou prego e, realizando esta manobra fácil e simples, evitaremos um novo furo na próxima câmara de ar.

Montando



4)  Deve-se iniciar a colocação da câmara reserva, pelo encaixe da válvula. A câmara deve estar com pouca pressão, o necessário para formar um perfil arredondado. Vá colocando-a internamente no pneu até completar toda a volta.



5)  A partir da região da válvula, comece a encaixar o pneu usando o peso do corpo e forçando com os polegares. Depois de completada a operação sempre sobra um finalzinho para entrar no aro. Não se desespere, pegue novamente as espátulas e faça o movimento contrário da retirada, com a espátula invertida. Desta forma, com muito cuidado para que a câmara não seja " mordida", coloque o restante do pneu para dentro do aro. Agora é só encher!

Pressão dos pneus

     A faixa de calibragem vem indicada na lateral dos pneus. É importante respeitarmos a recomendação. Lembre-se: pneu com pressão abaixo das especificações permite que o aro bata diretamente nas quinas dos buracos, danificando aro, pneu e câmara e pneus muito cheios amassam os aros porque a função de amortecedor dos pneus é anulada. Quanto mais cheios os pneus, maior será a performance da bike e menor será o conforto. Em bikes de estrada, na cidade, aconselhamos o uso de pneus 28 C (aros clincher) ou 1 3/4" (aros 27") deixando a bike mais macia e versátil no trânsito.

Reparando o furo

1)  Encha a câmara a ser consertada e descubra através do som do ar vazando, com a sensibilidade da pele do rosto ou mergulhando a câmara dentro de uma bacia, o local do furo. Não a esvazie, pelo contrário, encha-a bem. Pegue a lixa e passe no local do furo num diâmetro um pouco maior do que será o remendo, o tamanho mínimo de um remendo é de 2 X 2 cm.

2)  Deixe a superfície bem lixada e limpa. Espalhe bem a cola numa camada fina e uniforme, deixe-a secar por uns 3 minutos.

3)  Agora cole o remendo, pressionando bem. Certifique-se de que o remendo colou completamente.




Cinta protetora


     Fica alojada entre o pneu e a câmara para evitar a penetração de objetos pontiagudos. Protege bem, mas com um único inconveniente: deixa as rodas um pouco mais pesadas diminuindo a performance.




Tipos de pneus para a cidade

misto

slick

biscoito

prós: conforto, versatilidade e maior dificuldade de furar.

contras: não consegue a mesma performance do slick.

prós: excelente performance.

contras: desconforto por necessitar maior calibragem. É o mais fácil para furar.

contras: péssima performance no asfalto e desgaste excessivo. É anti-econômico.